7 erros comuns na declaração do Imposto de Renda que podem levar à malha fina

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Estamos no período de declaração do imposto de renda, fique atento aos 7 erros mais comuns cometidos pelos contribuintes e principais cuidados que você deve tomar.

1 – OMITIR ALGUM RENDIMENTO

O propósito da declaração é, como o nome indica, avaliar quais foram os rendimentos do cidadão, ver a quais isenções ele tem acesso e deduzir o imposto de acordo com isso. Muitos já tentaram evitar a cobrança não declarando algum rendimento, ou apenas se esqueceram de algo no meio de toda a poluição de informações.

Só tem um problema nisso: a receita pode cruzar dados e ver que você não fez a declaração de determinado bem, cobrando a multa da malha fina. Por isso há tanta ênfase para que todo mundo faça a declaração corretamente e ainda guarde os recibos que usou no processo. Então, antes de fechar o documento, veja se todos os itens constam na lista.

2 – INFORMAR BENS DUPLICADOS

É considerado um bem duplicado quando em duas declarações constam o valor total de um bem adquirido. Isso comumente acontece quando duas pessoas casadas com regime de comunhão de bens, por exemplo, declarem separadamente um bem adquirido, como um imóvel, em seu valor total. O bem deve ser declarado em uma das declarações, ou com valor repartido entre ambas.

3 – INCONSISTÊNCIA ENTRE O VALOR DECLARADO E O DA FONTE PAGADORA

Esse é um dos principais erros na Declaração do Imposto de Renda que aciona a malha fina da receita. Como o sistema faz o cruzamento de todos os dados registrados, tanto do pagante quanto do recebedor, é bem fácil detectar quando o valor declarado não está de acordo com o correspondente. Por exemplo, você lança um pagamento como R$ 100, mas seu patrão lança R$ 120.

Em alguns casos, isso é apenas um erro de digitação, facilmente resolvido. Mas, se os valores forem muito díspares, aí você pode ser questionado. Por isso é importante guardar recibos de pagamento e outras informações declaradas por pelo menos alguns anos.

4 – NÃO INFORMAR RENDIMENTOS DE PENSÃO ALIMENTÍCIA

Não é difícil que pessoas recém-separadas, antes dependentes do ex-cônjuge, passem a receber pensão alimentícia e esqueçam de informar o recebimento deste rendimento na declaração, por acreditarem que se enquadram como isentas. Entretanto, é considerado um equívoco, pois é uma despesa dedutível para quem paga e, por isso, deve ser demonstrado em declaração para evitar divergência nos dados cruzados pela Receita Federal.

5 – INFORMAR GANHO PATRIMONIAL INJUSTIFICADO

Muitas vezes as pessoas declaram um ganho patrimonial muito próximo ao valor de renda, o que não justifica a subsistência do contribuinte ao longo do ano. A Receita considera que parte da renda dos contribuintes é necessária para a sobrevivência do mesmo e da família, assim como também é destinada para gastos não declarados. Dessa forma, a evolução patrimonial deve ser compatível com a renda do mesmo.

6 – ATUALIZAÇÃO NO VALOR DE BENS

Se você tem uma casa, um carro, um barco ou qualquer outro bem, já deve tê-lo declarado desde seu último IR. Porém, essas propriedades não têm o mesmo preço sempre. Elas se valorizam e depreciam de acordo com as flutuações do mercado, o que também afeta o valor que devem ter na sua declaração. Mas isso não quer dizer que seu IR muda.

Bens como esses têm seus valores estabelecidos com base no preço de aquisição, não no atual de mercado. Então, se a sua casa valia R$ 1 milhão e hoje vale R$ 1,1 milhão, ela continua valendo R$ 1 milhão para a receita. A única exceção é quando você faz um investimento grande para elevar o valor da propriedade — uma reforma significativa, por exemplo.

7 – NÃO DECLARAR RENDA POR ALUGUEL

Muitas pessoas ganham a vida alugando pequenos imóveis, seja aqueles que construíram ou que compraram. Porém, um dos grandes erros na Declaração do Imposto de Renda que você pode cometer é não os incluir no documento. Pode parecer uma renda informal, mas não significa que o leão não a considere importante.

Quando for montar a sua declaração, tenha certeza de incluir os valores recebidos pelo aluguel de quaisquer imóveis que você possua. E, claro, guarde uma via de todos os recibos de pagamentos embolsado. Isso pode ajudar muito caso haja algum problema com futuras declarações.

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